A confusão no show de funk do Campus Party

Lembram da história do Carlinhos Brown no Rock in Rio há alguns anos atrás? Pois é, a escolha errada de artistas deu em confusão de novo, desta vez no Campus Party, a reunião dos nerds que está acontecendo em São Paulo.

Não pretendo escrever muito sobre isso, mas vão alguns esclarecimentos:

  1. Funk É música. Você pode até odiar, mas não é o fato de você odiar um estilo que o faz deixar de ser música. Toda forma organizada de ritmo e som é música e funk tem muito ritmo e som. Pode não ter as melhores letras, mas brega também não tem e nem por isso o Reginaldo Rossi deixa de ser músico.
  2. Cantores de funk SÃO artistas. Raciocine comigo: se funk é música e música é arte, logo quem vive de cantar funk é artista. Não confunda o seu gosto pessoal com definições básicas.
  3. Respeito é fundamental em qualquer lugar e ocasião. Vaiar o artista não é incomum (e em certas ocasiões é até saudável), mas no caso ocorreram alguns exageros medonhos. O carinha com acessório do firefox na cabeça (o tal que aparece em todos os vídeos feitos) é, simplesmente, um boçal. Não é o tipo de atitude que as pessoas admiram.
  4. Falta de ‘amor’ causa problemas. Esse aí foi o consenso no twitter, pelo menos. O que era pra ser bem-humorado não foi levado na esportiva pelo pessoal.

Mais você confere nos vídeos aqui embaixo e nesse artigo que tem mais detalhes (o “De Leve” é de Niterói!).

Ouça aqui a música da discórdia.


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Comentários

  • http://blog.maraschino.org Giglio

    Oi Elia! Valeu pelo link! Particularmente, acho o De Leve mais próximo do hip hop – naquelas de puxar outras referências, mas ainda assim — e no fim das contas, seu argumento continua procedendo. Faltaram respeito e noção ontem.

    • Elia

      Não precisa agradecer não, achei o artigo muito bom, por isso o link! E cantando o ritmo que fosse foi o que você disse: “Faltaram respeito e noção ontem”.