Resenha: Star Wars – Herdeiro do Império (Trilogia Thrawn | vol. 1)

Luke, Han e Leia enfrentam uma nova ameaça. Cinco anos após a destruição da Estrela da Morte, a ainda frágil República luta para restabelecer o controle político e curar as feridas deixadas pela guerra que assolou a galáxia. O Império, porém, parece não ter morrido com Darth Vader e o imperador. Habitando os confins da galáxia, o grão-almirante Thrawn, gênio militar por trás de diversas ações imperiais, ainda luta para reconquistar o poder perdido. A bordo do destroier estelar Quimera, ele descobre segredos que lhe darão a chance de destruir definitivamente o que restou da Aliança Rebelde, para assim retomar o domínio da galáxia e controlar os últimos dos Jedis.

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Resenha: Memórias Póstumas de Brás Cubas

Para algumas pessoas deve parecer estranho ler Machado de Assis por prazer. Não sei ainda é assim, mas até pouco tempo estudar literatura brasileira na escola era ser obrigado a ler certos livros com a idade errada, o que resulta em um asco a autores excelentes, que simplesmente tem uma linguagem incompatível com a nossa faixa etária. Afinal, Machado de Assis escrevia para adultos e, por isso mesmo, inseria em seus livros críticas à política da época, por exemplo. E diga-se de passagem que as críticas dele, seja pela natureza brasileira ou por visão de futuro, continuam atemporais.

Machado de Assis, negro, de origem humilde e fundador da Academia Brasileira de Letras
Machado de Assis, negro, de origem humilde e fundador da Academia Brasileira de Letras

Em Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Machado de Assis abre a segunda e mais psicológica de suas duas fases literárias. Abre a segunda fase e abre mal. O livro tem um dos começos mais desafiadores (e chatos) que eu já li, o que acaba não compensando todo o resto do livro, que apesar de muito bom não chega aos pés de Dom Casmurro, Esaú e Jacó ou do excelente O Alienista. Continuar lendo Resenha: Memórias Póstumas de Brás Cubas

Resenha: Mad Max – Estrada da Fúria

Depois de 30 anos o diretor e roteirista George Miller retoma a franquia Mad Max. Com vários fãs saudosistas no Brasil e no mundo, o filme teve ótima recepção e, apesar de não ter uma bilheteria impressionante nos Estados Unidos , já desbancou “Vingadores 2” por aqui. Continuar lendo Resenha: Mad Max – Estrada da Fúria

“Misto-Quente” de Charles Bukowski

Misto-quente conta a história de um alemão de origem pobre que foi morar nos Estados Unidos ainda criança, na época da Depressão e das Grandes Guerras. Com pais problemáticos e muito sem grana, Henry Junior é uma criança excluída socialmente no lugar onde estuda e acaba se tornando um jovem mal-humorado e demasiadamente brigão.

Capa de "Misto-quente", de Charles Bukowski

A capa do livro. São 317 páginas em formato brochura, editado pela L&PM

Fazia tempo que eu não lia um livro tão rápido. Comprei num domingo e terminei na segunda-feira. O ritmo é perfeito. Misto-quente é rápido, direto e de leitura leve, mas com um problema para os mais puristas: tem muitos palavrões. Em algumas partes confesso que gargalhei, por outro lado em outras fiquei extremamente tenso. O autor passa uma realidade que envolve, então você acaba vivendo um pouco da história do personagem. Mesmo sendo uma realidade dura e, desculpem o pleonasmo, muito real, o bom gosto do autor e a objetividade fazem com que a coisa não fique carregada, você lê sem sentir.

Ouvi falar do autor, Charles Bukowski, já há algum tempo. A história de vida dele parece um pouco a do personagem central do livro: alemão, Estados Unidos, pobre, excluído, problemas com bebida, ou seja, o tipo de autor diferente que eu curto. Falei de Nelson Rodrigues aqui uma vez, mas o Bukowski é ainda mais escrachado.

Tive que procurar o livro em vários lugares, parecia esgotado em todo canto – aliás, um pequeno comentário: a Saraiva Mega Store do Rio Sul deveria sentir vergonha pela falta de livros bons. Procurei na internet e também não encontrei. Fui na Nobel do Shopping Iguatemi e tinha UM. Hoje entrei no submarino e vi que eles já tem de novo o livro e que ele está em promoção, bem barato por sinal.

Recomendo demais a leitura e a promoção. Dinheiro muito bem investido, pra quem curte esse tipo de autor ou pra quem quer ler alguma coisa real, mas ao mesmo tempo bem divertida.

“A Rainha do Castelo de Ar” – Millennium 3

Falei do “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” e do “A Menina que Brincava com Fogo”, os primeiros filmes da série Millenium, e agora encerro essa série de posts com o último livro da saga: “A Rainha do Castelo de Ar”.

Melhor que o segundo mas pior que o primeiro, “A Rainha do Castelo de Ar” já emenda logo no final do segundo livro. O comecinho pode ser um pouco chato, traz uma historinha antiga da Suécia pra poder ambientar o leitor para os acontecimentos do meio pro final do livro – esses sim são eletrizantes e te prendem até o final da leitura. Mikael (com mais um monte de gente, diga-se de passagem) terá que ajudar Lisbeth num problema de proporções nacionais que, se fosse no Brasil, certamente terminaria do pior jeito.

Se você leu o primeiro e o segundo livro certamente se sentirá na obrigação de ler o terceiro e como ninguém vai ler o terceiro antes dos outros dois esse post não pode servir como propaganda de nada. Se você leu os três certamente ficará com uma sensação de vazio depois, porque sabe que não vai ler mais livros do mesmo autor, uma vez que ele está morto, então o jeito é se virar com os fãs por aí.

No twitter eu sigo a Lisbeth (@wasppsaw) que de vez em quando faz promoções da série, vale a pena conferir.

Post curtinho porque não podia escrever sobre os dois primeiros livros e deixar a sensação de que não gostei do terceiro. Abraços a todos e até quinta-feira no concerto hein?!

“A Menina que Brincava com Fogo” – Millennium 2

Há mais ou menos duas semanas contei pra vocês as minhas impressões sobre o primeiro livro da trilogia Millenium do Stieg Larsson, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. Depois de terminar de lê-lo comprei os outros dois livros, “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”. Terminei de ler o “A Menina que Brincava com Fogo” ontem e aproveito para contar pra vocês um pouco sobre este segundo livro.

A sinopse do livro na saraiva.com.br:

Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados – um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis, e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

Neste livro Mikael Blomkvist está atrás de menos furos (no primeiro livro ele… err… “conhece” vários furos) estando mais interessado no furo da Lisbeth mesmo.

O primeiro te prende mais. Não que o segundo seja ruim, muito pelo contrário, é só… menos excelente. A história tem muitos personagens secundários o que acabava confundindo (soma-se a isso os nomes em sueco/russo/tcheco), mas nada que atrapalhe a leitura, fica só um pouco difícil. Os nomes dos lugares também são bem diferentes então é preciso ficar memorizando para não se perder, apesar de eu me lembrar de ter lido um “Copacabana” mais pro final.

O livro fala mais sobre a Lisbeth e os porquês dela. Porque ela é estranha, porque ela é traumatizada e etc. Isso me prendeu demais! Foi de longe a personagem mais legal do primeiro livro e saber mais sobre ela foi bem bacana. Fora isso tem a história principal que são os três homicídios e os vários personagens secundários, mas tudo é bem interligado. Cada personagem secundário tem um porquê no livro. A trama é muito bem feita.

“A Menina que Brincava com Fogo” acaba antes do que você espera, porque já emenda no começo do “A Rainha do Castelo de Ar”. Eu sei porque não pude deixar de começar a ler logo o terceiro livro.

O filme também já foi lançado lá fora. Pesquisando por aí achei que o primeiro filme será lançado no Brasil no final do ano, então acho que nem tem previsão pro lançamento do segundo.


Este post estava pronto há 20 dias, mas esperei um tempinho pra revisar e acabei esquecendo do blog. Não revisei, mas mesmo assim estou publicando (fazer o quê né?!). Terminei de ler o Millenium 3, em breve escrevo o que achei, veja o post: “A Rainha do Castelo de Ar”.

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres” – Millenium 1

Há um tempo ouvi falar de uma trilogia que ainda não havia sido lançada no Brasil, mas que estava fazendo sucesso lá fora. The Girl with the Dragon Tattoo era o nome do primeiro livro da trilogia Millenium de Stieg Larsson, que cogitei comprar em inglês mesmo, mas acabei desistindo. Ia esperar sair a versão traduzida e acabei esquecendo. Depois de um tempo comprei o livro em português cujo título é Os Homens que Não Amavam as Mulheres (uma tradução mais próxima do nome original em sueco). Descobri um dos melhores romances policiais que já li.

Pelas minhas contas gosto de romance policial desde sempre. Meu primeiro livro da Agatha Christie foi “O Misterioso Caso de Styles”. Não sei bem porque comprei, mas aquele foi o primeiro de muitos livros que comprei e ganhei dela. Depois li vários do Sir Arthur Conan Doyle, autor do Sherlock Holmes, mas não era a mesma coisa. Até o Jô tentou, mas não conseguiu. Bom mesmo era Agatha Christie, mas não servia qualquer Agatha Christie não, só servia os com o Hercule Poirot.

Os romances da Agatha Christie só tinham um problema: se passavam antigamente. Sentia falta de uma história boa que acontecesse atualmente e encontrei no “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (o nome é tão grande e esquisito que prefiro chamar de Millenium 1). O livro conta a história de um jornalista que terá que desvendar a história do desaparecimento de uma garota que ocorreu há 40 anos, mas o melhor do livro não é, nem de longe, o jornalista. As melhores partes são as que falam de Lisbeth Salander (a garota com a tatuagem de dragão, diga-se de passagem), a hacker do livro, uma pessoa completamente perturbada, mas exposta por Larsson de um jeito tão bem feito que rola até uma afeição pela personagem.

O livro tem duas partes pesadas. Uma delas BEM pesada, de embrulhar o estômago, do tipo de coisa que eu não gosto no cinema e descobri não gostar nem em livro, mas, por incrível que pareça, me prendeu mais ainda. Só consegui dormir depois de passar por essa parte.

Os Homens que Não Amavam as MulheresCapa do livro, editado no Brasil pela Companhia das Letras. A arte da capa é bem legal, tem até um alto-relevo…

Só li o primeiro, mas pelo que vi os três livros contam com os dois personagens, o jornalista – Mikael Blomkvist – e a Lisbeth, resolvendo casos diferentes. Ia rolar um quarto livro, mas o Stieg Larsson morreu antes de terminar. Aliás ele nem chegou a ver o sucesso dos livros dele. Li alguma coisa sobre ele, parece que era ativista contra o racismo e nazismo e também foi editor de revista.

Fui procurar saber quando saía o filme. Já saiu (acho que não veio pro Brasil) e vou tentar assistir, mas vi os personagens e me decepcionei um pouco. Mais ou menos o que aconteceu com o Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie.

O trailer com legenda em português de Portugal:

Leia também sobre o segundo livro da série, “A menina que Brincava com Fogo“, e o terceiro, “A Rainha do Castelo de Ar”.

“De Volta para Casa” de John Grogan

No dia 5 de Agosto decidi participar da promoção de dia dos pais do @oleitorvoraz, no dia 10 saiu o resultado e o livro “De Volta Para Casa” era meu. Aliás, meu não, do meu pai. O livro chegou e ele fez questão que eu colocasse como dedicatória o que eu havia escrito na promoção, que tinha emocionado até o pessoal do leitor voraz. Fiz o que ele pediu, entreguei o livro e sinceramente achei que ele nem ia ler. “É um livro de historinha”, pensei, “não faz o estilo do coroa”. Dias depois ele me avisou que estava lendo o livro, mais alguns dias disse que estava gostando muito e depois de mais um tempo ele tinha terminado. Tinha até chorado no ônibus. Peraí, chorado no ônibus?! Era isso mesmo… Bem empolgado em me emprestar eu peguei o livro, que comecei a ler logo depois que terminei o “Start Up” que tinha comprado.

De Volta Para Casa - John GroganSempre gostei muito de ler e sempre li muito, bastante influenciado pelos hábitos da minha família. Quando criança meu quarto era uma espécie de biblioteca da família e conviver com aqueles livros todos me fez muito bem. Muitos livros me fizeram rir, pouquíssimos me feito gargalhar, mas acho que nunca tinha chorado lendo um livro. Esse me fez gargalhar – eu também estava no ônibus – e me fez chorar que nem uma criança – desta vez eu me preveni e estava em casa. Extremamente leve e envolvente consegui terminar o livro em uma ou duas semanas, o que – considerando meu tempo livre – é bem pouco tempo.

O livro conta a história de vida de John Grogan, autor de “Marley & Eu“, desde a infância até recentemente. Falar muito sobre o livro estragaria as suas surpresas e também não estou aqui pra isso. Quis escrever este artigo só pra recomendar o livro pros meus três ou quatro leitores.

Não sou fruto de uma família lá muito… linear, vamos dizer assim. Minha (breve) história de vida parece ser um pouco diferente do mais normal, mas não me queixo não, afinal é por isso que eu sou quem eu sou. Mas ver todos os conflitos do autor me fez criar uma identificação com ele. Me vi lutando as lutas dele, sabe?! E no final não pude deixar de chorar, do mesmo jeito que meu pai me contou. Acho que choramos por motivos diferentes, mas o que importa é que choramos. Eu sou o filho dele, mas ele não é só meu pai, é filho do pai dele também.

Hoje reli o que eu escrevi para ganhar a promoção. Consegui entender porque eu ganhei.


Este post não foi solicitado nem insinuado de forma alguma pela equipe do Leitor Voraz. Tampouco recebi qualquer coisa em troca desta publicação. Sou só um leitor bastante agradecido que acha que a mensagem contida no livro deve ser vista por todo mundo.