Fone de ouvido não é megafone – campanha pelo respeito ao ouvido alheio

Post curto sobre a falta de noção das pessoas que andam comigo nos transportes públicos.

Hoje, na ida pro trabalho, sentei do lado de uma estranhíssima figura. Roupa estranha, cabelo engraçado, óculos escuros, pulseiras e um celular na mão. Preso ao celular um fone de ouvido.

Tenho dormido pouco e mal durante os últimos dias e achei que poderia descontar o atraso do meu sono cochilando na ida pro trabalho. Não consegui. O figura do parágrafo anterior ouvia seus funks no último volume! O som era tão alto que parecia que o fone de ouvido dele era uma espécie de megafone, sei lá. Mudei de lugar – um banco na frente – mas não adiantou. Fui acordado mesmo, quase xingando o infeliz pelo falta de educação.

Na volta do trabalho a esperança voltou: peguei o metrô, depois a integração e já ia embarcando num cochilo quando um rapaz sentado do outro lado do ônibus começa a conversar no celular. Conversar não, berrar. Seres civilizados não conversam daquele jeito. Falava tão alto que praticamente acompanhei a conversa inteira mesmo estando sem o menor interesse na professora dele que não foi a aula porque estava doente e sei lá mais o que.

Não foram as primeiras vezes que coisas assim aconteceram. Na próxima vez que um maluco começar a falar/ouvir som alto no busão prometo protestar: começo a berrar no ouvido do infeliz…