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Infância do século XXI

Cada dia que passa acredito menos na inocência da infância. Ela se torna mais adulta e fria. Na minha época eu pulava cordas e elásticos, competia corridas e ralava os joelhos. Perdi as contas de quantos tampões do dedão do pé já ficaram no chão quando ia chutar uma bola. Hoje, as crianças se descobrem sexualmente mais cedo e trocam os valores absurdamente. As meninas já usam maquiagem antes mesmo de trocar os dentes. Os meninos já sabem o que é camisinha antes mesmo de terem pêlos nas axilas. Muito antes.

Os pais têm cada vez menos tempo para encantar as coisas. Para que contar a uma criança que enquanto ela dorme, o Papai Noel deixa um presente na árvore de natal, por que afinal de contas ela é uma boa criança? Será mais vantagem pra ela acreditar que se ela for igual a Barbie, será mais popular na escola.

A televisão prejudica ainda mais a situação. Tudo é direcionado às crianças. Elas são a arma do marketing, por serem persuasivas e chatas (quando os pais permitem, o que acontece com frequência no século 21). Fazem o que querem, quando querem. Continuar lendo...

Sigamos em frente, afinal!

É isso aí, sigamos em frente. Coragem pra peitar os medos e decepções, e fôlego pra agüentar as felicidades e novas conquistas. Como dizia uma não ilustre artista brasileira, porém com muito talento, cuja não revelaria o nome: ‘Perder o vazio é empobrecer’. Só percebemos a importância dele quando sentimos necessidade dele. Cabeça vazia faz bem às vezes, é bom pra encher de coisas novas. E particularmente AMO coisas novas, piadas novas, pessoas novas, não novas de idade, até por que a idade somos nós que determinamos qual é a nossa, mas a da mente. E o melhor de tudo, é se abrir pra coisas novas, mas não abandonar as antigas, eu disse antigas. Momento nostalgia é gostoso e faz bem, o que seria de nós se não tivéssemos história pra contar?! Ter um cupom de um cinema, um ursinho que já perdeu o perfume, uma flor de canudinho, uma carta de quem já se foi. Sorrir e chorar, sozinha. E ter a consciência de que parti desse mundo com história pra contar, com o espírito cheio de luz, sempre renovado. Por que ao final das contas, só o que levamos são as alegrias, os sorrisos, os amores, olhares, o crescimento. E aí vemos se aproveitamos bem a nossa vez, se precisamos voltar. Continuar lendo...

O que é o certo, afinal?

O que ou quem determina o que é certo? Dizia Piaget que somos resultado da nossa própria vivência. Então de que adianta conselhos e horóscopos?

De repente a gente se depara com tudo que sempre achamos certo, mas dessa vez, com outros olhos. Quem disse que era certo? É errado então? Por quê? É fácil discordar dos outros, difícil é discordar de si mesmo. De certo pensamos nas reações dos outros, sendo pessoas importantes, ou não. E o que vão dizer? Pensar? Continuar lendo...

Uma Muda de Melancia

Como disse o "Postado por", meu nome é Israel. Sou o desenvolvedor pai do Muda de Idéia, que ainda está no final da gestação. Respondendo a um agradável convite, estou aqui.

Conheço o Elia de muitos projetos e muitos papos! É um grande desevolvedor e amigo, por isso é um prazer escrever aqui no Melancia, espero não desapontar.

Apresentações a parte, queria começar com um post bem leve. Então senta que lá vem a história: Continuar lendo...