“A Rainha do Castelo de Ar” – Millennium 3

Falei do “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” e do “A Menina que Brincava com Fogo”, os primeiros filmes da série Millenium, e agora encerro essa série de posts com o último livro da saga: “A Rainha do Castelo de Ar”.

Melhor que o segundo mas pior que o primeiro, “A Rainha do Castelo de Ar” já emenda logo no final do segundo livro. O comecinho pode ser um pouco chato, traz uma historinha antiga da Suécia pra poder ambientar o leitor para os acontecimentos do meio pro final do livro – esses sim são eletrizantes e te prendem até o final da leitura. Mikael (com mais um monte de gente, diga-se de passagem) terá que ajudar Lisbeth num problema de proporções nacionais que, se fosse no Brasil, certamente terminaria do pior jeito.

Se você leu o primeiro e o segundo livro certamente se sentirá na obrigação de ler o terceiro e como ninguém vai ler o terceiro antes dos outros dois esse post não pode servir como propaganda de nada. Se você leu os três certamente ficará com uma sensação de vazio depois, porque sabe que não vai ler mais livros do mesmo autor, uma vez que ele está morto, então o jeito é se virar com os fãs por aí.

No twitter eu sigo a Lisbeth (@wasppsaw) que de vez em quando faz promoções da série, vale a pena conferir.

Post curtinho porque não podia escrever sobre os dois primeiros livros e deixar a sensação de que não gostei do terceiro. Abraços a todos e até quinta-feira no concerto hein?!

“A Menina que Brincava com Fogo” – Millennium 2

Há mais ou menos duas semanas contei pra vocês as minhas impressões sobre o primeiro livro da trilogia Millenium do Stieg Larsson, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. Depois de terminar de lê-lo comprei os outros dois livros, “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”. Terminei de ler o “A Menina que Brincava com Fogo” ontem e aproveito para contar pra vocês um pouco sobre este segundo livro.

A sinopse do livro na saraiva.com.br:

Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados – um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis, e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

Neste livro Mikael Blomkvist está atrás de menos furos (no primeiro livro ele… err… “conhece” vários furos) estando mais interessado no furo da Lisbeth mesmo.

O primeiro te prende mais. Não que o segundo seja ruim, muito pelo contrário, é só… menos excelente. A história tem muitos personagens secundários o que acabava confundindo (soma-se a isso os nomes em sueco/russo/tcheco), mas nada que atrapalhe a leitura, fica só um pouco difícil. Os nomes dos lugares também são bem diferentes então é preciso ficar memorizando para não se perder, apesar de eu me lembrar de ter lido um “Copacabana” mais pro final.

O livro fala mais sobre a Lisbeth e os porquês dela. Porque ela é estranha, porque ela é traumatizada e etc. Isso me prendeu demais! Foi de longe a personagem mais legal do primeiro livro e saber mais sobre ela foi bem bacana. Fora isso tem a história principal que são os três homicídios e os vários personagens secundários, mas tudo é bem interligado. Cada personagem secundário tem um porquê no livro. A trama é muito bem feita.

“A Menina que Brincava com Fogo” acaba antes do que você espera, porque já emenda no começo do “A Rainha do Castelo de Ar”. Eu sei porque não pude deixar de começar a ler logo o terceiro livro.

O filme também já foi lançado lá fora. Pesquisando por aí achei que o primeiro filme será lançado no Brasil no final do ano, então acho que nem tem previsão pro lançamento do segundo.


Este post estava pronto há 20 dias, mas esperei um tempinho pra revisar e acabei esquecendo do blog. Não revisei, mas mesmo assim estou publicando (fazer o quê né?!). Terminei de ler o Millenium 3, em breve escrevo o que achei, veja o post: “A Rainha do Castelo de Ar”.

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres” – Millenium 1

Há um tempo ouvi falar de uma trilogia que ainda não havia sido lançada no Brasil, mas que estava fazendo sucesso lá fora. The Girl with the Dragon Tattoo era o nome do primeiro livro da trilogia Millenium de Stieg Larsson, que cogitei comprar em inglês mesmo, mas acabei desistindo. Ia esperar sair a versão traduzida e acabei esquecendo. Depois de um tempo comprei o livro em português cujo título é Os Homens que Não Amavam as Mulheres (uma tradução mais próxima do nome original em sueco). Descobri um dos melhores romances policiais que já li.

Pelas minhas contas gosto de romance policial desde sempre. Meu primeiro livro da Agatha Christie foi “O Misterioso Caso de Styles”. Não sei bem porque comprei, mas aquele foi o primeiro de muitos livros que comprei e ganhei dela. Depois li vários do Sir Arthur Conan Doyle, autor do Sherlock Holmes, mas não era a mesma coisa. Até o Jô tentou, mas não conseguiu. Bom mesmo era Agatha Christie, mas não servia qualquer Agatha Christie não, só servia os com o Hercule Poirot.

Os romances da Agatha Christie só tinham um problema: se passavam antigamente. Sentia falta de uma história boa que acontecesse atualmente e encontrei no “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (o nome é tão grande e esquisito que prefiro chamar de Millenium 1). O livro conta a história de um jornalista que terá que desvendar a história do desaparecimento de uma garota que ocorreu há 40 anos, mas o melhor do livro não é, nem de longe, o jornalista. As melhores partes são as que falam de Lisbeth Salander (a garota com a tatuagem de dragão, diga-se de passagem), a hacker do livro, uma pessoa completamente perturbada, mas exposta por Larsson de um jeito tão bem feito que rola até uma afeição pela personagem.

O livro tem duas partes pesadas. Uma delas BEM pesada, de embrulhar o estômago, do tipo de coisa que eu não gosto no cinema e descobri não gostar nem em livro, mas, por incrível que pareça, me prendeu mais ainda. Só consegui dormir depois de passar por essa parte.

Os Homens que Não Amavam as MulheresCapa do livro, editado no Brasil pela Companhia das Letras. A arte da capa é bem legal, tem até um alto-relevo…

Só li o primeiro, mas pelo que vi os três livros contam com os dois personagens, o jornalista – Mikael Blomkvist – e a Lisbeth, resolvendo casos diferentes. Ia rolar um quarto livro, mas o Stieg Larsson morreu antes de terminar. Aliás ele nem chegou a ver o sucesso dos livros dele. Li alguma coisa sobre ele, parece que era ativista contra o racismo e nazismo e também foi editor de revista.

Fui procurar saber quando saía o filme. Já saiu (acho que não veio pro Brasil) e vou tentar assistir, mas vi os personagens e me decepcionei um pouco. Mais ou menos o que aconteceu com o Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie.

O trailer com legenda em português de Portugal:

Leia também sobre o segundo livro da série, “A menina que Brincava com Fogo“, e o terceiro, “A Rainha do Castelo de Ar”.

Práticas PHP para um melhor projeto

Muitos profissionais (não só de PHP) acham que só desenvolver basta, é aquela velha e conhecida história “Tá funcionando ? Então tá mais do que bom!”. Acontece que agora é necessário inserir uma nova funcionalidade no seu projeto. E novamente funcionou então tá mais do que bom, até que surge também  o bom e velho BUG o terror de todos os programadores e você se vê em um labirinto que parece não ter saída, e para piorar não é daqueles erros camaradas que indica a linha e o arquivo que originam o erro.

Parece bizarra a história descrita acima, porém ela é muito comum. Que programador nunca passou por isso? E muitas vezes a culpa não é somente dele. Contudo existem formas para minimizar esses acontecimentos, vamos algumas dicas simples:

  • Prefira sempre desenvolver MVC: Isso torna o seu código mais organizado e fácil de manter, imagine que você tem um cadastro de usuários e algo está saindo errado, opa eu sei onde é o problema só pode estar relacionado ao userController (e eu sequer sou vidente).
  • Orientação a Objetos: Se for possível utilize OO (caso não seja pelo menos desenvolva seu código o mais modular possível), dê preferência a composição ao invés de heranças e utilize cuidadosamente os padrões de projeto.
  • Documente seu código: Muitas pessoas dizem que isso é chato, mas acredite: pode ser muito útil não só a você mas à sua equipe também. Tente lembrar o que uma classe ou função faz passados 3 meses sem mexer no código e você entenderá do que estou falando.
  • Faça testes de unidade: Teste de unidades são simples de fazer e executar, melhor de tudo isso é o fato deles prevenirem bugs, inclusive desses que relatei logo no início que não são bugs de sintaxe e sim de regras de negócio.
  • Mantenha um padrão desenvolvimento: Isso é ótimo quando se está trabalhando em equipe. Todos saberão de que se tratam as pastas, arquivos. Tornando ainda mais fácil a identificação de um possível problema.

Essas dicas podem até não eliminar todos os problemas enfrentados em um dia-a-dia do desenvolvimento, porém reduz o número de bugs consideravelmente e também facilita a localização de possíveis bugs.

Bom, sei que o texto não ficou lá muito técnico, o assunto é extenso requer muitos detalhes. Eu quero agradecer ao amigo por me ceder esse espaço, forte abraço a todos.

Mapa do Brasil vetorial – Link pra página de cada estado

Por favor, LEIA o post antes de enviar perguntas. O actionscript abaixo deve ser COPIADO E COLADO no fla.

Agora é possível adquirir o pacote com o swf (já com o actionscript no seu devido lugar), o fla e um pequeno manual de utilização do mapa do Brasil vetorial em flash no meu site. Tá mais barato que um lanche no McDonald’s!

O Victor Costa do Design Labs postou há algum tempo o Mapa do Brasil vetorial (link direto pro arquivo) que tivemos que desenvolver para um dos nossos trabalhos, o Site do IEL (veja funcionando nesta página).

Para usar o flash com as mesmas cores, só trocando os links, você pode copiar o swf e mudar as urls na chamada ao <object> no html – veja o segundo trecho de código deste post para entender melhor. O fla aberto está disponível no post do Victor.

Na versão final incluímos ainda um textfield que exibe a sigla do estado em que o usuário está passando o mouse. Você pode baixar a versão disponível no Design Labs, copiar e colar o código. Segue abaixo o actionscript que inserimos no fla:

this.createTextField("siglaEstado",10,230,10,100,25);
var my_fmt:TextFormat = new TextFormat();
my_fmt.color = 0x20428E;
my_fmt.font = "Verdana";
my_fmt.size = 18;
my_fmt.bold = true;
my_fmt.italic = true;
var siglaEstado:TextField;
siglaEstado.antiAliasType = "normal";
siglaEstado.setNewTextFormat(my_fmt);
function selecaoestados (estado:MovieClip) {
    estado._alpha = 0;
    estado.onRollOver = function () {
        for (var i:Number = 0; i < _level0.siglas.length; i++) {
            if (eval(siglas[i]+'mv') != estado) {
                eval(siglas[i]+'mv')._alpha = 0;
            }
        }
        siglaEstado.text = estado._name.substr(0, 2);
        onEnterFrame = function () {
            estado._alpha += 10;
            if (estado._alpha > 100) {
                onEnterFrame = function(){ null};
            }
        }
    }
    
    estado.onRollOut = function () {
        siglaEstado.text = '';
        onEnterFrame = function () {
            estado._alpha -= 10;
            if (estado._alpha < 0) {
                onEnterFrame = function(){ null};
            }    
        }
    }
    estado.onRelease = function (): Void{
        getURL(eval(estado._name.substr(0, 2)));
    }
}
//chamada função
var siglas:Array = ['AC', 'AL', 'AP', 'AM', 'BA', 'CE', 'DF', 'GO', 'ES', 'MA', 'MT', 'MS', 'MG', 'PA', 'PB', 'PR', 'PE', 'PI', 'RJ', 'RN', 'RS', 'RO', 'RR', 'SP', 'SC', 'SE', 'TO'];
for (var i:Number = 0; i < siglas.length; i++) {
    selecaoestados(eval(siglas[i]+'mv'));
}

E aqui a chamada para o swf:

<!--[if !IE]> -->
    <object type="application/x-shockwave-flash" data="endereco/para/o/flash/Mapa.swf" width="280" height="280">
<!-- <![endif]-->
<!--[if IE]>
     <object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
width="280" height="280">
         <param name="movie" value="endereco/para/o/flash/Mapa.swf" />
<!--><!---->
          <param name="wmode" value="transparent" />
         <param name="FlashVars" value="AC=paginaAC.html&amp;AL=paginaAL.html&amp;AP=etc..."/>
         <p>Atualize seu navegador para visualizar corretamente o mapa.</p>
    </object>
<!-- <![endif]-->

Qualquer dúvida que ainda não esteja esclarecida no post você pode falar comigo pela página de contato, pelos comentários ou pelo twitter. Abraços a todos!

Por que ter um twitter?

Este post não é para os meus três fiéis leitores, é para os amigos dos meus fiéis leitores.

No mês de março o twitter cresceu 96,8% aqui no Brasil, segundo o IBOPE. Não era pra menos, afinal pra todo lugar que você olha tem alguma notícia sobre o assunto. É script pra ter mais seguidor causando polêmica aqui, o @marcelotas fazendo twitt pago lá, vírus e etc. Mas por que ter um twitter afinal de contas? Por que a gente tem esse negócio?

Uma das definições mais interessantes sobre o twitter pra mim é do Victor Costa. Ele diz que o twitter é uma grande feira livre, só que lá você só escuta quem você quer. Logo de cara você precisa saber que existem dois conceitos importantes: o twitt e a direct message. O twitt é o grito na feira, que todo mundo pode ouvir. Você pode até gritar uma frase pra uma pessoa na feira (ou reply), começando com o “@” dela, mas todo mundo vai ouvir do mesmo jeito. Na direct message (ou DM) só a pessoa que recebe lê, não tem nada a ver com grito nem com feira. Um detalhe: você só pode enviar direct messages para os seus seguidores. Ah, seguidores são aqueles que querem ouvir os seus gritos na feira, da mesma forma que você segue aqueles que parecem ter gritos interessantes. Observem que é assimétrico mesmo, nem sempre quem você segue te segue de volta.

Entendido isso entra o primeiro ponto importante que você não vê nas reportagens sobre o assunto: quem você segue é fundamental para gostar ou não do twitter. Se você decidir entrar no twitter é importantíssimo seguir as pessoas certas. É claro que a vida de quem você não conhece não interessa quase nada, às vezes nem a de quem você conhece interessa, então dê uma olhada no que a pessoa fala pra ver se vale a pena. Procure gente interessante para seguir, afinal se você seguir gente demais você não vai ouvir ninguém. Com o uso certo o twitter pode servir como um noticiário em tempo real, todo o tempo. Todo o tempo? Vou ter que ficar com o meu navegador aberto na página do twitter o tempo todo apertando “Atualizar”? Não.

Outro ponto que as reportagens que eu tenho lido não abordam é como ficar conectado no twitter. Abrir a página do twitter pra ficar vendo lá se tem coisa nova ou não desanima demais, o legal é usar um programinha que avise quando tem coisa nova (e, obviamente, diga que coisa nova é essa). Se você usa firefox tem o twitterfox, um complemento que você baixa e fica ali, quietinho na dele, e de tempos em tempos exibe os twitts das pessoas que você segue. Comecei com ele mas hoje estou usando o twhirl (você vai precisar instalar o Adobe Air também), que fica do lado do relógio do windows e, quando eu clico nele, abre uma janelinha onde eu posso tanto ler os twitts dos outros quanto postar os meus twitts. Isso mesmo, eu não preciso entrar no site do twitter pra absolutamente nada, a não ser pra mudar foto, senha ou bio. Absurdamente a reportagem da Época não comenta sobre isso, faz até uma referência visual ao twitterfox, mas não fala nada sobre ele.

Lembro-me da época que entrei pro twitter. Não via graça na ideia, eu achava que teria que ficar falando da minha vida o tempo todo, sei lá. Enfim, entrei e… me apaixonei! A sensação de proximidade com as pessoas que eu admiro nesse nosso mundinho tecnológico (calma, não tem só nerd) era fascinante e sentir que eu podia ser como um deles era mais fascinante ainda.

Compartilhe esse post com todas aquelas pessoas que te falam: “Twitter? Por que ter um twitter?“. Ah, e fala pra elas me seguirem.

Por que ter medo do twitter se tornar um segundo orkut?

Um primeiro pensamento é aquele que a superpopulação do twitter traria ainda mais gente que responderia ao pé da letra o que está fazendo. Twitts como “estou bebendo um suco”, “estou pegando fulana” vão ser mais numerosos, mas pense bem. Você não precisa seguir quem faz isso, então por que ter medo?

Cachorro no pc!Será que todo mundo vai começar a twittar?

O medo do twitter se tornar um segundo orkut é outro, mais subjetivo e, por muitos, até inconfessável: a sua busca pela fama estaria comprometida. Todo mundo que tem twitter, admita ou não, gosta quando seu número de seguidores aumenta. Natural, você não precisa ter vergonha. Só que começariam a entrar pessoas que conhecem mais gente que você e, em questão de dias, seu número de seguidores seria ridículo perto do deles. Quem mandou ser nerd e não se relacionar com ninguém no mundo real?

Por enquanto o twitter é só o clube de xadrez do colégio. Você consegue ser popular no clube de xadrez. Todo mundo é nerd, você sabe como lidar com eles. Sabe até discutir com eles se for o caso! Mas se o twitter virar o colégio já era. Vai entrar aquele cara valentão que rouba o seu lanche e puxa a sua cueca. Você não consegue ser popular no colégio, só no clube de xadrez.

Sou da época que o orkut ainda era o clube de xadrez. Você precisava ser convidado pra entrar. Depois acabaram com isso, o orkut aumentou, foi ficando chato e inventaram mais coisas. Aí veio a história de todo mundo saber quem entrou no seu perfil e a onda de fakes dominou. Com mais fakes o número de gente aumentou e o valor individual diminuiu – o orkut tinha virado o colégio.

Mas, nisso tudo, é preciso pensar numa coisa: o twitter é essencialmente diferente do orkut. Recursos supervalorizados do orkut não são o foco do twitter que seria, aos olhos dos orkuteiros, só uma atualização permanente do seu perfil o que eu acho que não seria tão interessante assim pra uma boa parte do pessoal.

Pelo sim pelo não a verdade é que, enquanto o twitter vai se tornando o colégio, vai aparecer um outro clube de xadrez, que vai virar colégio e assim por diante. E a gente, com certeza, vai estar em todos eles.

Notícias pros leitores e a internet sem fio no Dona Marta

Faz algum tempo que quero escrever, mas acabo desistindo do tema pra manter uma certa linha de raciocínio no blog. Tenho, então, duas notícias pra vocês – uma boa e outra ruim:

  1. A boa é que, provavelmente, teremos mais posts daqui em diante;
  2. A ruim é que vou descer um pouco o meu critério do que postar ou não.

O governo do Estado instalou no Dona Marta (favela aqui do Rio de Janeiro) antenas que fornecerão, de graça, internet para os moradores.

Louvável alguns diriam e é até a impressão que a matéria do RJTV passa, mas [profeta mode=on] nem tudo serão flores [mode=off]. Eu sei que a primeira reação seria achar que eu simplesmente não gosto do pessoal que mora nas favelas, achar que eu sou um preconceituoso e etc. mas não é isso. O fato é que as coisas não se encaixam nesse caso.

Pensem comigo, para acessar a internet não basta ter apenas o sinal, você também precisa de um aparelho: um celular, um pc, um notebook, qualquer coisa mas precisa. É como o rádio: se você não tiver um aparelho que sintonize você simplesmente não usufrui. O pessoal que mora na favela não tem dinheiro certo? Pois é…

Eu sei que até tem morador de favela que tem computador, mas é minoria (ou não?!)! E quem tem grana pra comprar computador tem grana pra manter um 3Gzinho dos mais baratos. Esse dinheiro do governo poderia estar sendo aplicado em obras mais legais, que gerassem inclusão digital de verdade. Fica parecendo que inclusão digital não é o ponto aqui, afinal poderiam ser criadas lan houses com acesso à internet por fio mesmo. Com instrutores todo o tempo monitorando e ensinando quem quisesse aprender.

A bandidagem vai se aproveitar disso, escutem o que estou falando. Mais tarde, quando a notícia no RJTV não for tão legal assim eu vou poder dizer “é, eu avisei…”. E preparem-se para mais perfis no orkut…

Módulos Drupal essenciais

Pensei um bocado mas não consegui chegar ao meu primeiro post inteligente nem em uma boa comparação entre sites e locomotivas como meu amigo Victor do Design Labs. Na falta do que dizer atualizo então meu imenso modesto público com o que fiz no blog até agora.

Quem usa Drupal sabe que tem módulos que não vem na configuração original mas que são essenciais para a decência de um blog. Segue a lista dos que eu utilizei:

Feedburner
módulo para a substituição do RSS padrão do Drupal pelo endereço fornecido pela Feedburner (ferramenta para análise de acessos ao Feed do site)
Google Analytics
incluir a tag do Google Analytics no tema é o mais intuitivo, mas com esse módulo temos maior controle de onde ele aparecerá, além da opção de analisar por perfis do drupal, adicionar parâmetros de segmentação, etc.
TinyMCE FCKeditor + IMCE
dobradinha ideal para editar conteúdo sem dores de cabeça. Enquanto o primeiro cuida da edição do texto o segundo fica com o upload fácil de imagens. É bem fácil instalar tanto um quanto outro, pro primeiro você vai ter que baixar o javascript e colocar na pasta certa, mas é o processo é bem tranquilo. O FCKeditor resolveu todos os problemas que eu tinha com o TinyMCE, possibilitando escolher em quais textareas que eu queria wysiwyg entre outras coisas. O IMCE uso desde o começo e nunca me deu problema.
Token e Pathauto
o primeiro só veio porque é requisito pro segundo. O Pathauto faz nada mais nada menos que url amigáveis de graça para você. Se o título do seu conteúdo é “Popeye foi a feira” o pathauto sugere uma url como “popeye-foi-a-feira” o que é ótimo para buscadores. Para completar ele traz facilidades como inserção do tipo de conteúdo na url, substituição de caracteres, etc.
Views
campeão para muitas coisas este módulo (que traz alguns outros módulos junto com ele) serve para fazer… visualizações. Montar listas de conteúdo que seguem determinados parâmetros, categorizações, arquivos é a função deste módulo.
XML Sitemap
ainda na versão beta este módulo faz pra você um sitemap que pode ser enviado para a Google, através do Google Webmasters Tools o que agiliza a indexação do seu site.
Global Redirect
Verifica se a página solicitada tem alguma url mais amigável e aplica um redirect 301 se for o caso
Meta tags
Adiciona campos para a inclusão de meta tags no formulário de edição do node
Poormanscron
facilita a chamada ao cron. Com ele não é preciso configurar o servidor, ele mesmo vê se está na hora de chamá-la (o intervalo é configurável) e faz isso pra você
Scheduler
agenda a (des)publicação dos nodes. Ideal para aqueles que escrevem o artigo num dia mas querem que ele seja publicado só depois
Similar By Terms
é o “Veja Também”. Ajuda a manter o usuário navegando no seu blog, indo de um artigo para outro que esteja relacionado. Usa o taxonomy com base
Trackback
achei que fosse ser mais útil. Até agora não recebi nenhum trackback que valesse a pena. Em compensação enviei alguns e ele funciona direitinho

Além disso usei o Trigger (esse é padrão) para saber, por e-mail, quando chegou comentário novo.

Por enquanto é isso gente. Espero que este post seja útil e traga mais visitantes para essa nova casa!

Abraços e comentem!

ps.: No dia 9 de Abril 8 de Julho eu dei uma atualizada neste post.