“Contudo ela gira…”

Segundo um banner na fachada do McDonald’s do Batel, bairro referência aqui de Curitiba, a loja está fazendo 25 anos, ou seja, vem vendendo brinquedos, sonhos e artérias entupidas desde 1990. Fiz uma pesquisa rápida e o primeiro restaurante da rede no Brasil foi fundado em 1979, em Copacabana. Informação (inútil) que só a internet poderia me dar. Continuar lendo “Contudo ela gira…”

O que é podcast?

Este post foi escrito por uma questão de utilidade pública. Podcasts são tão legais e fazem tanto parte da minha vida que é meu dever espalhar a palavra e contar pra tudo mundo sobre eles.

Respondendo resumidamente à pergunta, podcasts são programas de rádio sob demanda.  Assim como o youtube permite assistir a vídeos quando você pode vê-los, diferente da TV que tem programação com horário fixo, assim é o podcast, só que em áudio. Continuar lendo O que é podcast?

15 pras 7

Um dos problemas de atualizar o Melancia é que não gosto de colocar qualquer coisa aqui. Talvez por elevar demais o “nível de corte” acabo não postando nada. Por outro lado acompanho vários blogs/tumblrs/etc engraçados que não compartilho aqui, então a solução foi criar um tumblr, o 15 pras 7. O motivo do nome está no primeiro post, que também mostra o nível de babaquices coisas que pretendo publicar por lá.

O Melancia não vai acabar (pelo menos não agora), mas até pelo próprio formato, o tumblr vai ser atualizado com bem mais frequencia, mais ou menos uma vez por dia.

Abs!

09/02/10 – Dia da Internet Segura

Você pode não saber mas hoje é o Dia da Internet Segura, uma campanha que começou na Europa e foi abraçada por outros países como o Brasil. A iniciativa rola desde 2003 e em 2009 já contava com 65 países incluindo o Brasil, que vai pra sua terceira participação.

Dia da Internet Segura - 2010Banner de divulgação da Campanha.

Numa época onde todo mundo fala de tudo, coloca foto de tudo, vídeo de tudo, enfim tudo de tudo, o tema deste ano será Pense Antes de Postar. Cuidados idiotas que todo mundo já devia estar careca de saber como por exemplo a correta utilização da privacidade das Redes Sociais (coisas que só os seus amigos podem saber, e etc.), não postar fotos comprometedoras (suas ou da sua vizinha gostosa que passeia na janela só de calcinha), não falar da vida do seu filho de 10 anos por aí – alertando seu filho de 10 anos a fazer a mesma coisa – e por aí vai, serão discutidos nesse dia.

Infelizmente, pelo menos pra mim que estou no Rio, as principais atividades no Brasil rolam em São Paulo, mas com transmissão ao vivo no site http://www.internetsegura.br. A lista completa de eventos contempla os estados da Paraíba, Minas Gerais, Acre – pasmem, a internet chegou lá – e o Rio de Janeiro, com uma oficina de educadores que o site não diz onde vai ser.

Esse tipo de coisa é até bacana, mas não pode ficar num dia só. Chega em Junho… pff, em Junho! Depois do Carnaval o povo já tá divulgando a vida aí a torto e a direito. Calma lá minha gente, Pensem Antes de Postar, por favor.

Abaixo o vídeo de divulgação da campanha, com o mousezinho fazendo M pra ilustrar.

Na internet nada se cria, tudo se copia – que pena

Voltei a tentar ler meus feeds no Google Reader. Invariavelmente vou direto numa tag de nome “Humor”, onde estão os blogs de tirinhas e de posts engraçados, só pra relaxar um pouco a minha mente,  mas uma coisa me espantou – sim, eu sei que sou garoto por ficar espantado com isso – vários posts repetidos em blogs diferentes. Não eram poucos não, minha gente, eram vários.

Antes de criar este blog eu tinha dúvidas de como sustentá-lo. Não queria ser só mais um, queria ter uma coisa diferente e fazer um blog diferente é bem difícil (não consegui até hoje), mas alguém me contou uma teoria interessante: a dos açougues na mesma rua. Calma que eu explico: falei que queria fazer um blog de desenvolvimento, mas já existiam vários então achava que tudo ficava meio sem propósito e alguém me disse “Mas agora não podem ter dois açougues na mesma rua?”. Depois disso decidi tentar.

O blog não é de desenvolvimento, ou pelo menos não só disso, mas eu tento criar alguma coisa que você não vai ver em nenhum outro lugar. Uma opinião – a minha – sobre fatos do cotidiano, uma ou outra visão engraçada, mas tudo original. Pode não ser bom – nem engraçado, admito -, mas é original.

Se na internet nada se cria tudo se copia estou no lugar errado. Parodiando o Leão Lobo (a que ponto chegamos): Originalidade já.

Internet força e internet arte

Antes havia o futebol arte. Dribles do Garrincha, gols do Pelé e etc. formavam uma imagem do futebol bem diferente da atual, caracterizada pela técnica e força física dos jogadores – o futebol força. A divisão arte/força não se restringiu só ao futebol e se expandiu para todas as áreas. Os desfiles de escola de samba, por exemplo. Se antes era tudo arte, inovação e mensagens bem trabalhadas hoje existe o “desfile técnico”. Até roubar antigamente era mais difícil. A habilidade dos batedores de carteira deu lugar à força bruta usada hoje pelos traficantes.

O surgimento de regras, técnicas, manuais e coisas do gênero contribuíram pra essa mudança. O ”assim dá certo” é aplicado em várias (pra não dizer em todas) as áreas, o que tem aspectos bem positivos, mas tira um certo brilho e intimida a inovação. Tudo vira uma linha de produção, com coisas iguais, repetidas, tediosas, que até cumprem o objetivo, mas fazem só isso.

A internet é um exemplo. Antes o empirismo era tudo, não havia regras de usabilidade, nem Nielsen, nem ninguém. Muita gente mandava mal, mas alguns criaram conceitos. Vieram os manuais de usabilidade e as coisas mudaram. Sites que vão só no “assim dá certo” de fato dão certo, mas raramente inovam. Fazem um desfile técnico, marcam gol sem driblar.

Jogar as diretrizes de usabilidade do Nielsen no lixo? Com certeza não. Mas novos conceitos ainda são possíveis e precisam ser inventados. O mundo não é estático e a internet é ainda mais dinâmica que tudo. Arriscar uma inovação e criar conceitos novos, simples mas revolucionários, são os passos dos gênios em todas as áreas.

SEO dá dinheiro pro seu cliente… Ou não?!

Quinta-feira passada fui no Circuito Rio Digital, promovido pela Abradi-RJ e assisti às palestras do @webpaulo e do @alvinerius (Robert Rodrigues), ambas com foco em SEO. Depois de um exemplo do Robert Rodrigues ficou uma dúvida: SEO garante retorno pro seu cliente?

Um dos exemplos usados na palestra do Robert me chamou muita atenção: dois livros com a mesma proposta, mais ou menos o mesmo título, mas com uma diferença: um deles tinha nove vezes mais visitas que o outro. O motivo era a url que parecia mais com o que o usuário procurava e, portanto, indexava melhor. A diferença é gritante, afinal são nove vezes mais pessoas vendo o produto do cliente. Nove!

A taxa de conversão (usuários que entram e realmente compram alguma coisa) em sites de comércio eletrônico varia em torno de 2 a 3%. A amazon converte 9.6% mais ou menos, embora existam alguns casos que a taxa de conversão chegue aos 35% ou passe disso, mas pro caso médio valem mesmo os 3%. Façamos as contas então:

  • Se o site com número de visitas menor é um fenômeno em vendas e tem uma taxa de conversão de 10%, a cada 100 pessoas que entram no site 10 compram alguma coisa;
  • Se o site com número maior é o caso médio e converte 3% a cada 100 pessoas, apenas 3 compram alguma coisa, mas à proporção que no de menor visitação entram 100 no de maior entram 900, portanto são 27 pessoas comprando.

Com uma medida simples de SEO, que é a alteração da url para algo que seja mais forte e próximo do usuário o site de maior visitação levou vantagem sobre o de menor. Agora imaginem se o site de maior visitação conseguir melhorar sua taxa de conversão!

Entretanto o caso do Robert é exagero. Se ao invés de nove fossem só três vezes mais visitas a conta daria diferente e outros aspectos apareceriam, como o site ter mais tráfego sem gerar dinheiro, gerando custo com hospedagem, por exemplo.

É lógico deduzir que um fator importantíssimo dentro da série de fatores que envolvem a efetivação da compra por parte do usuário é a usabilidade. Se ele não conseguir comprar ele não está entre os 3%. Você pode colocar os títulos das páginas em tags <h1> o que é muito bom pra SEO, mas colocá-las com o mesmo tamanho do texto no CSS, o que é péssimo pra usabilidade, portanto SEO não necessariamente é bom para o usuário. Além de usabilidade existem outros fatores que são decisivos para a conversão como de onde veio o usuário e até em que época do ano estamos.

Onde eu quero chegar?! Sabia que você ia perguntar. SEO é bom, mas não é tudo. Otimização pra busca aumenta taxa de atração. Taxa de conversão é outra história…

Schadenfreude, Pica-pau e VDM

Sabe quando você vem caminhando pela rua, vê um cidadão tropeçando, caindo e você sente vontade de rir? Isto é Schadenfreude. Schadenfreude, leia-se algo como “châdenfrróid”, é o prazer na desgraça alheia. O sentimento é amplamente explorado, por exemplo, em tirinhas e desenhos animados, aliás acho que o pica-pau foi o mestre do schadenfreude.

Guardinha do Pica-pau nas cataratas do NiágaraGuardinha do pica-pau caindo nas cataratas do Niágara. Vai falar que você não ria?

Na internet não poderia ser diferente e o ponto alto do schadenfreude no Brasil é o recente, porém amplamente visitado, Vida de Merda. Nele as pessoas relatam os pedaços não tão felizes de suas vidas e a galera pode comentar. E o povo vai ao delírio! E – por que não dizer? – dei altas gargalhadas vendo o site e até sigo o @vidademerda no twitter, onde pelo menos as introduções das vdm (como são chamados os pequenos relatos) são postadas regularmente.

Post curtinho só pra dar a dica. Valeu galera!

O bom uso do e-mail

Viveríamos num mundo muito melhor se todo mundo se preocupasse mais em como os outros são afetados pelas suas atitudes. Coisas pequenas fazem muita diferença quando feitas diversas vezes, afinal nosso dia-a-dia é formado por pequenos gestos que, juntos, formam atos maiores.

Com a popularização da internet veio também o correio eletrônico. E é sobre cada e-mail, cada pequeno gesto de apertar o botão enviar, que falarei hoje. É importante percebermos que, por toda a maturidade do e-mail na internet, esta é uma das ferramentas que muitos usam profissionalmente, ou seja, estamos mexendo com a rotina de trabalho de algumas pessoas.

Analisando superficialmente reconhecemos que o e-mail é formado pelo endereço de quem envia, o assunto, os e-mails relacionados nos campos “para”, “cc”, “cco”, os anexos e o corpo da mensagem.

O endereço de quem envia é o seu e-mail e ele você só escolhe uma vez. É interessante que este endereço tenha o seu nome ou mesmo só as iniciais. A dica é não criar e-mails engraçadinhos. Já passei pela experiência de ter que dar um endereço eletrônico para um contato mais profissional e ter que passar um e-mail bem ruim. Mesmo que você ache que está jovem demais para se preocupar com isso (eu achava), fica o conselho.

O assunto é o título do e-mail. Lendo o assunto o destinatário tem que ser capaz de saber, por alto, o conteúdo do e-mail. Assuntos do tipo “Engraçado!”, “Muito bom!!!” não são legais. Para e-mails profissionais é recomendado colocar o projeto correspondente antes do título, pura e simplesmente para facilitar a vida do destinatário, por exemplo “Projeto X – Pendências”. Como eu disse algumas pessoas usam e-mail no trabalho, portanto quando for mandar aquela mensagem com conteúdo “picante” é essencial avisar ao destinatário que abrir aquilo na frente de qualquer um pode ser constrangedor. Usar um “cuidado ao abrir” ou a versão americana NSFW (not safe for work) é obrigação de quem manda mensagens desse tipo (como o seu contato pode não saber o que é NSFW é melhor usar a versão em português mesmo).

Os campos “para”, “cc” e “cco” são os destinatários. Todos os listados nesses campos receberão a mensagem, mas se não existissem diferenças entre eles não existiriam os três campos. Usando como exemplo a mensagem do parágrafo anterior, no “para” estariam aquelas pessoas que serão diretamente afetadas com a mensagem, alguém que de fato fosse resolver as pendências listadas no e-mail. No “cc” estariam aqueles que simplesmente precisam estar cientes das pendências e no “cco” aqueles que os listados em “para” e em “cc” não precisam saber que estão recebendo a mensagem. O campo “cco” também deve ser usado no envio de alguma mensagem para grupos bem distintos, onde o destinatário não precisa saber quem mais recebeu a mensagem. Esta atitude evita que os endereços de seus contatos sejam usados em listas de envio de e-mail que eles não pediram para participar. Digamos que você vai se mudar, quer marcar uma festa com todos os seus contatos e para isso decide mandar um e-mail convidando todo mundo. Os endereços de todos vão no campo “cco”, assim ninguém ficará sabendo quem recebeu a mensagem, preservando os endereços eletrônicos de cada um.

O campo de anexos deve ser evitado ao máximo. Sempre que puder deixe tudo no corpo da mensagem, afinal pode ser trabalhoso pro destinatário abrir o arquivo e economizaria tempo ler direto o conteúdo. Se você é do tipo que costuma enviar PPS bonitinhos pra todo mundo, você está bem familiarizado com este campo, mas cuidado, você pode estar atrapalhando a vida de alguém que, primeiro, não te pediu pra você mandar aquilo, e segundo, não tem o programa para abrir aquela mensagem. Não vou fazer campanha contra quem manda este tipo de e-mail, mas o mundo seria melhor se isso desaparecesse ou fosse substituído por algo com um formato mais ágil. Trabalho com internet e sinceramente não tenho nem tempo nem paciência para mensagens assim.

Por último e mais importante está o corpo do e-mail. Aqui o destinatário espera uma mensagem clara, rápida e objetiva. Óbvio que e-mails extensos existem e algumas vezes são necessários, mas devem ser evitados ao máximo. Formatação também é importante, portanto evite mandar e-mails cujo corpo todo é precedidos por sinais de “>”, por exemplo. Evitar erros de português também é uma boa prática em qualquer lugar. O uso de assinaturas é recomendado, afinal quem recebe a mensagem quer saber quem a mandou. Em e-mails de resposta, cuja mensagem original fica abaixo da sua é interessante colocar sua assinatura abaixo da sua mensagem (entre o que você escreveu e o e-mail original) e não de todo o texto. Uma ou duas configurações devem ser o suficientes para automatizar o processo.

Do mesmo modo como você tem endereços físicos de trabalho e de casa é possível que seu contato também os tenha eletronicamente, portanto e-mails profissionais para endereços profissionais. Nada de piadinha pro e-mail do trabalho.

Pense nisso na próxima vez que for enviar um e-mail e certamente você estará contribuindo pra organização da vida dos seus contatos.

“Criar site” não é certeza de retorno – a não ser que seja feito certo

Outro dia o Victor Costa me mostrou uma ferramenta que eu até então desconhecia (é, ando meio desinformado mesmo) – a ferramenta de palavras-chave do Google AdWords.

Fiz um teste simples pesquisando por site e os termos relacionados com maior procura são site gratis (sem acento mesmo) e criar site. Nada muito assustador, mas as pessoas que procuram por isso merecem algumas explicações. A idéia de criar um site pode ser tida como a salvação da lavoura por alguns empresários com pouca experiência do que é a internet, mas a gente sabe que não é bem assim. O dinheiro investido pode não ter o retorno esperado, o que pode ser bastante frustrante e gerar uma confusão desnecessária na cabeça do contratante que achou que o desenvolvedor era algum pajé milagreiro.

Ao aparecer a idéia de criar um site você precisa resolver o porquê do site. O que você espera ao lançar o site? A internet é o melhor lugar para divulgar o seu conteúdo? Você está ciente que nada acontece de uma hora pra outra?

Resolvido isso é preciso pensar o que colocar no site. Ninguém quer navegar num emaranhado de conteúdo inútil. A história da sua empresa é importante, mas é uma coisa que o usuário vai ler no máximo uma vez. É preciso ter alguma coisa no seu site que seja atualizada com freqüência para que o usuário, ao retornar, veja algo novo e se interesse a voltar novamente depois.

Um caminho a seguir é pensar que o usuário muitas vezes entra no site para procurar o que ele perguntaria pelo telefone como preços, localização, formas de pagamento e se tem estacionamento. Também é possível colocar coisas que não seriam possíveis de informar com exatidão pelo telefone, como fotos da fachada do lugar (ajuda na localização e a sua secretária não informaria ao cliente “Olha, a nossa fachada é verde, tem uns vidrinhos, um coqueiro…”), em uma casa noturna, por exemplo, é possível ver a roupa que os freqüentadores usam, qual é o tamanho do lugar, qual é o tipo de música, se faz aniversários, etc.

Então se você digita criar site no Google querendo milagres não se iluda – me chame.