Timidez e o “Alô Paris Hilton”

Sou tímido. Tem algumas pessoas que não acreditam, mas sou bastante tímido, daquele tipo que todo mundo acha nojento até ter a primeira conversa. Até converso direitinho, sei que sou engraçado, mas morro de vergonha de puxar papo com alguém e, sei lá, parecer idiota.

Minha timidez tem uma consequência inusitada: não participo de algumas promoções. A última que não participaria é essa “Alô Paris Hilton”. Promoções de um modo geral já me assustam, a ideia de aparecer num comercial de televisão porque ganhei alguma coisa (tipo aquelas das raspadinhas) não me agrada, mas de promoções que dão a oportunidade “de ouro” de conhecer um artista passo longe.

Paris Hilton pra lá de trêbadaEssa é a mulher que o felizardo vai conhecer.

Fico imaginando a cena constrangedora e bizarra que vai acontecer com o ganhador disso aí. O cara felizão porque ganhou o smartphone e vai conhecer a Paris Hilton. Aí chega lá, e primeiro, deve ter um tradutor, então você fala olhando na cara dela ou do tradutor? Segundo, eu não sei nada da Paris Hilton, só que ela é bem rica e fez um reality show que não sei o nome. Rola um “oi”, um “oi, tudo bem?”, um “tudo bem e você”, um “tudo” e… e mais nada, que assunto você teria com a Paris Hilton?! “É legal ser tão patricinha?”, “Po, só queria o smartphone, a gente pode jantar e depois ir cada um pra um lado?”, ou alguém está participando da promoção achando que vai jantar com a Paris Hilton e depois vai pra balada com ela pagando de bonzão de braço dado e tudo? Não né?!

Sou um pessimista nato, o que me faz tentar pensar em tudo o que de ruim pode acontecer, inclusive em conversas com outras pessoas. Perguntar demais e passar por chato, perguntar de menos e passar de indiferente, esse tipo de coisa. E aquele silêncio no meio da conversa? Aquilo mata. Aí você sorri pra quebrar o gelo e acaba fazendo uma cara de mongol. Vai de chato pra retardado. Fala mal de alguma coisa que a pessoa ama, ah, tem tanta coisa que pode dar errado que prefiro ficar calado.

Jim Carey e Michael CeraJim Carey e Michael Cera. Exemplos natos de cara de mongol (alguém vai dizer que pareço com os dois).

Sou tímido, mas não sou sozinho no mundo, que fique claro. Tem gente que crio afinidade, acontece sei lá como, mas acho que não seria o caso da Paris Hilton. A não ser que rolasse muita Devassa antes…

“De Volta para Casa” de John Grogan

No dia 5 de Agosto decidi participar da promoção de dia dos pais do @oleitorvoraz, no dia 10 saiu o resultado e o livro “De Volta Para Casa” era meu. Aliás, meu não, do meu pai. O livro chegou e ele fez questão que eu colocasse como dedicatória o que eu havia escrito na promoção, que tinha emocionado até o pessoal do leitor voraz. Fiz o que ele pediu, entreguei o livro e sinceramente achei que ele nem ia ler. “É um livro de historinha”, pensei, “não faz o estilo do coroa”. Dias depois ele me avisou que estava lendo o livro, mais alguns dias disse que estava gostando muito e depois de mais um tempo ele tinha terminado. Tinha até chorado no ônibus. Peraí, chorado no ônibus?! Era isso mesmo… Bem empolgado em me emprestar eu peguei o livro, que comecei a ler logo depois que terminei o “Start Up” que tinha comprado.

De Volta Para Casa - John GroganSempre gostei muito de ler e sempre li muito, bastante influenciado pelos hábitos da minha família. Quando criança meu quarto era uma espécie de biblioteca da família e conviver com aqueles livros todos me fez muito bem. Muitos livros me fizeram rir, pouquíssimos me feito gargalhar, mas acho que nunca tinha chorado lendo um livro. Esse me fez gargalhar – eu também estava no ônibus – e me fez chorar que nem uma criança – desta vez eu me preveni e estava em casa. Extremamente leve e envolvente consegui terminar o livro em uma ou duas semanas, o que – considerando meu tempo livre – é bem pouco tempo.

O livro conta a história de vida de John Grogan, autor de “Marley & Eu“, desde a infância até recentemente. Falar muito sobre o livro estragaria as suas surpresas e também não estou aqui pra isso. Quis escrever este artigo só pra recomendar o livro pros meus três ou quatro leitores.

Não sou fruto de uma família lá muito… linear, vamos dizer assim. Minha (breve) história de vida parece ser um pouco diferente do mais normal, mas não me queixo não, afinal é por isso que eu sou quem eu sou. Mas ver todos os conflitos do autor me fez criar uma identificação com ele. Me vi lutando as lutas dele, sabe?! E no final não pude deixar de chorar, do mesmo jeito que meu pai me contou. Acho que choramos por motivos diferentes, mas o que importa é que choramos. Eu sou o filho dele, mas ele não é só meu pai, é filho do pai dele também.

Hoje reli o que eu escrevi para ganhar a promoção. Consegui entender porque eu ganhei.


Este post não foi solicitado nem insinuado de forma alguma pela equipe do Leitor Voraz. Tampouco recebi qualquer coisa em troca desta publicação. Sou só um leitor bastante agradecido que acha que a mensagem contida no livro deve ser vista por todo mundo.

Nova campanha da Hortifruti

Depois dos filmes com frutinhas (sem trocadilho) a Hortifruti lança uma nova campanha publicitária: o Hortitube. Você envia um vídeo pelo youtube e pode ganhar uns prêmios bacanas. Ia colocar aqui uma imagem com o logo da campanha pra fazer uma linha mais profissional, mas como o topo é em flash então deixei pra lá.

Pra quem estiver se perguntando porque estou postando isso aqui é só ver a lista de estrelas da campanha para entender e se alguém fizer alguma graça com “melancia na cabeça” pode apostar que tiraram a idéia daqui.

Abraços e até o próximo post.